Atravessadores do pescado levam fome à mesa dos paraenses
Fotos: MDutra A Amazônia tem três importantes entrepostos pesqueiros: dois no Pará, Vigia e Santarém, e um no Amazonas, Tabatinga. Tanto peixe em nada influi nos preços do pescado nos mercados e feiras paraenses. Além da crescente exportação para os restaurantes de Fortaleza, Brasília e São Paulo, o pescado paraense faz a festa dos atravessadores. No Vero-o-Peso, principal mercado de Belém, um talhador me disse que o pescado proveniente do Lago de Tucuruí pode ter, entre o pescador e o vendedor na feira, três outros agentes, os atravessadores, que não pescam nem atendem aos consumidores, apenas lucram fortunas com a comida que falta em milhões de bocas desta região tida e havida como rica em pescado. Pouco antes da Semana Santa do ano passado um jornal de Cuiabá, MT, bradava contra o elevado preço do tambaqui, que estava a 6 reais o quilo. Na mesma época, em Santarém, de reconhecida abundância dessa espécie, o quilo estava justamente o dobro. No sá...